Crítica | "A Babá: Rainha da Morte" ainda diverte, mesmo que inferior ao primeiro
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João Pedro G. Tonioli
13.09.2020
11:05
Crítica | “A Babá: Rainha da Morte” ainda diverte, mesmo que inferior ao primeiro
A Babá: Rainha da Morte

Um dos maiores sucessos de 2017 da Netflix ganhou sua sequência três anos depois. “A Babá: Rainha da Morte” chegou no streaming na última quinta-feira (10) e tenta repetir o sucesso do anterior.

Situado dois anos após o fim do primeiro filme, é engraçado notar como Judah Lewis, o protagonista, está totalmente diferente fisicamente. Dá para entender, pois teve um tempo bem maior entre a gravação do primeiro para o segundo, mas é muito visível que não se tem uma diferença de apenas dois anos ali. Dá para relevar, só chega a ser engraçado notar.

Cole ainda tenta superar o que aconteceu com ele há dois, com todos fazendo piada sobre o acontecido, chamando-o de louco e sendo obrigado a tomar remédios para tentar ser ‘normal‘. Quando ele descobre que vai ser mandado para um internato, foge para o lago com sua paixonite e os amigos dela. O que parecia ser uma fuga, acaba ficando pior do que o internato, velhos inimigos retornam, mortes acontecem e sangues jorram.

A partir disso, temos basicamente todo o elenco do primeiro filme de volta, menos um dos pontos principais: Samara Weaving. Bee foi um dos personagens principais do primeiro longa e um dos favoritos dos fãs, e mesmo que ela faça diversas aparições pelo filme, não foi um personagem recorrente, como já se esperava. Ela faz falta, era uma grande personagem, e para tentar suprir essa falta, colocam Melanie como a nova vilã e a ‘nova Bee‘. Mesmo que não seja necessário uma ‘nova Bee‘, além de ser uma tarefa difícil de ‘substituir Weaving‘, Melanie funciona muito bem como vilã, uma ótima personagem e carismática.

Como os interesses amorosos de Cole estão ‘ocupados‘, uma nova personagem foi inserida na sequência e que acaba se tornando o novo par. Não era tão necessário assim que um novo par fosse inserido, mas Phoebe funciona bem e é um ótimo personagem por si só e acaba se tornando uma peça chave do filme.

Os personagens do culto que morreram no primeiro e retornaram dos mortos continua com seu carisma e suas ótimas cenas, mesmo que acabem não acrescentando nada de muito novo. Continua ótimo ver Bella Thorne matando pessoas e o Robbie Amell sem camisa.

No quesito produção, a sequência parece ter ganhado um maior investimento e eles realmente usam. Em vez de focado em uma casa, agora sua maior ambientação é em um deserto durante a noite, trazendo uma fotografia mais bem feita e uns efeitos interessantes. Mesmo que se utilizando de técnicas e referencias dos gores dos anos 2000, as cenas acabam tendo essa sofisticação tecnológica e continua ótimo. Porém, a produção acaba pecando um pouco no roteiro, que acaba por reutilizar muita coisa do filme anterior, até se autorreferenciando, deixando ele meio básico, mas ainda assim, dá para se divertir.

No fim, temos uma nova cena pós-crédito, e talvez, a Netflix possa tentar extrair mais ainda desse filme. Como? É uma boa pergunta.

A Babá: Rainha da Morte” está disponível na Netflix.

Palavra final: "A Babá: Rainha do Mal" cumpre o que promete e ainda consegue divertir o espectador, mesmo que ainda seja um pouco inferior ao primeiro.
3,5
Nota do autor:
Ficha técnica
Título original: The Babysitter: Killer Queen
Dirigido por: McG
Data de lançamento: 10/09/2020
País de origem: Estados Unidos
Duração: 101 minutos
Gênero:
  • Comédia
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