Crítica | Ágil e muito assustador, "Host" é uma das melhores surpresas do ano
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Maurício Junio
19.08.2020
19:55
Crítica | Ágil e muito assustador, “Host” é uma das melhores surpresas do ano

O gênero terror, talvez, seja o mais criativo do cinema. Por mais que, na maioria das vezes, assim como todos os outros gêneros, seja representado para a maioria com exemplos genéricos e ruins, é um dos que possui mais liberdade criativa para se reinventar ao decorrer dos anos. Um exemplo claro disso que pode ser observado é a forma como o horror começou a ser representado nas premiações e se tornou mais sofisticado, com longas como A Bruxa, Hereditário e Corra! representando muito bem isto. Não que Host tenha uma qualidade ao nível destes citados, mas algo fica claro com este filme: a chave para fazer um bom horror está na sua execução, nada mais.

E, surpreendentemente, Host funciona muito bem com muito pouco a oferecer. Seu roteiro possui uma trama muito simples: Um grupo de amigos se reúne numa chamada de vídeo no Zoom para fazer uma sessão espirita onde se comunicarão com pessoas mortas. Contudo, os planos não saem como o combinado e eles acabam atraindo um ser demoníaco, que persegue todas elas. Todo o filme é gravado na chamada de vídeo.

E esta gravação em chamada de vídeo, por mais que já tenha sido apresentada em alguns outros longas, como Amizade Desfeita, se torna bem reinventada para os momentos atuais. O filme foi escrito, produzido e gravado durante a pandemia do Covid-19, sendo que a trama também se passa nos momentos atuais. Um ponto interessante, pois cria uma linha de interação bem direta com o espectador: as máscaras e o isolamento fazem com que o universo do filme seja palpável, e o medo se torne algo real.

Por mais que Host deixe a desejar em sua trama, que nunca aparenta chegar em algum lugar, este é um filme que parece não ter este propósito – mesmo levando a sério demais sua narrativa sobre demônios e perseguições em alguns momentos. É uma experiência divertida, ágil (são apenas 57 minutos de filme) e criativo em sua execução – crédito para Rob Savage, diretor do longa, que tem um bom comando. Os jumpscares – aquelas cenas feitas para assustar – funcionam muito bem e os efeitos visuais, para um projeto barato e feito durante uma pandemia com quase 30 milhões de contaminados, são razoáveis.

Não tem-se aqui um filme que planeja ser um clássico, completamente inovador ou com debates complexos. É um projeto simples, mas bem executado e que tem uma proposta básica: divertir e assustar num curto período de tempo. Em momentos onde tudo parece pesado demais, Host se torna um excelente entretenimento.

Palavra final: Não tem-se aqui um filme que planeja ser um clássico, completamente inovador ou com debates completos. É um projeto simples, mas bem executado e que tem uma proposta básica: divertir e assustar num curto período de tempo. Em tempos onde tudo parece pesado demais, Host se torna um excelente entretenimento.
3.5
Nota do autor:
Ficha técnica
Título original: Host
Dirigido por: Rob Savage
Data de lançamento: 30 de julho de 2020
País de origem: Reino Unido
Duração: 57 minutos
Gênero:
  • Terror
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