Reportagem do Fantástico sobre haters causa reboliço nas redes sociais
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Éder Matheus
06.09.2021
12:10
Reportagem do Fantástico sobre haters causa reboliço nas redes sociais
Reportagem do Fantástico sobre os famosos "haters".

O Fantástico deste domingo (5) exibiu uma reportagem polêmica sobre os populares haters — usuários que usam a internet para disseminar ódio contras famosos e anônimos diariamente. A matéria tomou conta das redes sociais nesta segunda-feira (6) e chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter.

“Comentários raivosos, ofensas, xingamentos e até ameaças de morte: a repórter Renata Capucci conversou com famosos e anônimos que sofreram ou ainda sofrem ataques nas redes sociais. Uma realidade perversa que merece atenção”, introduziu a jornalista Poliana Abritta.

Na abertura da reportagem, alguns famosos leram mensagens de ódio recebidas por haters nas redes sociais. Luísa Sonza, que sofre duras críticas de internautas desde seu relacionamento com Whindersson Nunes, foi uma das estrelas que participou da matéria. Alguns ex-participantes do Big Brother Brasil também foram entrevistados.

“Cada dia que passa eu tenho mais ódio e nojo dessa tua cara de vi, leu João Luíz, do BBB 21. “Ridícula, gorda, com esses peitos caídos”, leu Preta Gil. “Só exibe a po da bun** e a qualidade de áudio só melhora no volume zero”, leu Luísa Sonza. “Odeio o Fábio Porchat, acho ele sem graça pra car****, irritante, e se eu encontrasse ele na rua teria que segurar muito para não mandar ele tomar no **”, leu Fábio Porchat. “Lixo, ordinária”, leu Sarah Andrade, do BBB 21.

Carmo Dalla Vecchia, que recentemente falou pela primeira vez sobre seu relacionamento com o autor João Emanuel Carneiro publicamente, durante participação no Domingão do Faustão, relatou um dos comentários que recebeu após assumir ser membro da comunidade LGBTQIA+.

“Vai à merda, seu vi*** LGBT. Se eu pudesse, eu mat*** vocês, quando eu tiver a chance eu vou fazer isso”, leu o ator de A Favorita.

Carmo Dalla Vecchia em reportagem sobre haters no "Fantástico".
Carmo Dalla Vecchia
em reportagem do “Fantástico”.

Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), afirmou que comentários maldosos geram muito engajamento nas redes sociais, o que acaba propagando cada vez mais a disseminação desse tipo de mensagem.

O que temos percebido é que o discurso de ódio, o discurso que ataca, ele pode ganhar uma visibilidade que acaba retroalimentando essa prática. Ou seja, vocês ganha mais curtidas, mais visibilidade, justamente com esse tipo de discurso. Então, odiar na internet vira um bom negócio“, disse o diretor.

Gretchen também participou da reportagem e mostrou, em tempo real, comentários que estava recebendo em fotos e vídeos publicados recentemente em sua conta no Instagram.

“Rebocar tudo jogando as peles fora”, escreveu um internauta. “Como é difícil a pessoa não admitir que envelheceu”, disse um segundo usuário. “Toda mulher velha que fica com homem mais novo quer ser garotinha”, relatou uma terceira pessoa.

Gretchen em reportagem para o "Fantástico".
Gretchen em reportagem
para o “Fantástico”.

Além de falar com celebridades que são vítimas desses ataques virtuais diariamente, Capucci também entrevistou dois anônimos que são autores desse tipo de comentário. Para isso, a jornalista recrutou em seu Twitter pessoas que se auto-intitulam “haters” e que não têm vergonha de emitir esse tipo de opinião maldosa na internet.

“Procuro um hater. Alguém que posta comentários ofensivos e que não tem medo de dizer o que faz e por que faz, e que tope falar com o Fantástico”, escreveu a jornalista no Twitter, em julho.

Publicação de Renata Capucci no Twitter em julho recrutando convidados para reportagem do Fantástico.
Publicação de Renata Capucci
no Twitter em julho.

Segundo ela, após a publicação na rede social do passarinho, diversos internautas que se consideram haters a procuraram nas respostas da postagem e até em mensagens privadas afirmando que gostariam de participar da reportagem. Eles selecionaram duas pessoas, um homem e uma mulher, ambos com idade entre 20 e 30 anos, para darem seus relatos.

“Eu falo palavras mesmo pejorativas. Se acontece uma coisa e eu fiquei com raiva, eu pego aquele impulso e acabo falando coisas que não são legais de se falar. Só que a gente acaba se entretendo e se divertindo com aquilo”, disse o primeiro entrevistado. “Vai ter que gente que vai me ver como doente, como sociopata, como palhaço, como uma pessoa que tá querendo atenção. Eu não vou ser hipócrita em dizer que eu vou parar de fazer. Se o que eu digo te incomoda, o problema não tá em mim, tá em você que não aceita a verdade”, continuou ele.

“Eu poderia ir lá e tentar fazer o bem, né? Fazer uma crítica construtiva, mas eu acho mais divertido ser maldosa. Sarcasmo, irônico, debochado, maldoso”, relatou a segunda entrevistada. “Se ela ficar deprimida, eu acho até mais divertido ainda. Eu quero que ela sinta mesmo como é ruim ser o que ela é, entendeu? Que ela sinta o meu ponto de vista”, completou ela.

Questionada por Capucci sobre temer as consequências de seus atos, a segunda entrevista se mostrou destemida. “E você não tem receio de alguma consequência que isso possa trazer para você?”, perguntou a jornalista. “Não, não tem nada que possa acontecer de mais comigo“, respondeu a hater.

Assista à reportagem completa:


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