“Instinto Materno”, documentário sobre mulher que fingiu gravidez e praticou crime chocante, estreia na Netflix

O documentário “Instinto Materno” estreou neste fim de semana na Netflix e já alcançou o Top 10 da plataforma em mais de 50 países, despontando como uma das produções do gênero de maior sucesso do ano até agora.
O documentário conta a história de Taylor Parker, uma jovem do leste do Texas que construiu uma falsa narrativa sobre sua vida, incluindo uma gravidez inexistente. Durante meses, ela convenceu familiares, amigos e o namorado de que estava esperando um bebê, chegando a compartilhar supostas atualizações da gestação nas redes sociais.
Assista ao trailer:
*Atenção! O texto a seguir pode conter spoilers de “Instinto Materno“.
Taylor Parker era uma fotógrafa do Texas que iniciou um relacionamento com um homem chamado Wade Griffin em 2019. Ela estava desesperada para manter o namoro e convenceu Wade e toda a família dele de que estava grávida. O problema é que ela não podia mais engravidar, pois havia passado por uma histerectomia anos antes.
Durante meses, Taylor usou barrigas falsas, publicou atualizações constantes da suposta gravidez nas redes sociais e até organizou eventos como chá de bebê. Ela também falsificou exames e ultrassons, além de passar meses estudando vídeos sobre parto, recém-nascidos e cuidados com bebês.
À medida que a falsa data do parto se aproximava, Taylor se dava conta que precisava desesperadamente aparecer com um bebê de verdade. Ela, então, decidiu cometer um crime assustador: assassinar Reagan Simmons-Hancock, uma jovem de 21 anos que estava grávida de cerca de 35 semanas. As duas já se conheciam há meses, pois Taylor havia trabalhado como fotógrafa no caamento de Reagan.

Em 9 de outubro de 2020, então, Taylor foi até a casa de Reagan em New Boston, no Texas. Ela atacou a mulher grávida brutalmente dentro da residência, retirando o bebê do útero da vítima usando instrumentos cirúrgicos improvisados.
Na sequência, Taylor colocou a recém-nascida no carro e tentou fingir que havia acabado de dar à luz. Enquanto dirigia, foi parada por um policial. Ela contou que tinha acabado de ter um bebê e precisava de ajuda médica. Inicialmente, os agentes acreditaram nela. No entanto, quando chegou ao hospital, médicos perceberam algo impossível de ignorar: Taylor não apresentava qualquer sinal físico de ter acabado de passar por um parto.

A partir daí, a história de Taylor começou a ruir e ela logo foi ligada ao assassinato de Reagan. Durante o julgamento, promotores mostraram que a ação foi planejada por meses, resultando em um veredito unânime dos jurados de que o crime havia sido planejado e executado conscientemente. Em 2022, ela foi considerada culpada de homicídio qualificado e sequestro. Posteriormente, ela foi condenada à pena de morte no Texas.
Atualmente, Taylor continua presa no corredor da morte do Texas aguardando o andamento dos recursos automáticos previstos pela lei americana. Na prática, condenados à morte nos Estados Unidos costumam passar muitos anos — às vezes décadas — recorrendo da sentença antes que qualquer execução seja marcada. Até o momento, ela permanece encarcerada e sua condenação segue em vigor.

“Instinto Materno”.
“Instinto Materno” é dirigido por Jessica Dimmock e conta com imagens reais de câmeras policiais, gravações do hospital, documentos do processo e entrevistas com familiares da vítima, investigadores e pessoas enganadas por Taylor.
“Instinto Materno” está disponível na Netflix.







