Ex-participante do Survivor Grécia processa produtores do programa após perder perna durante passagem no reality show

Stavros Floros, ex-participante do Survivor Grécia, está processando os produtores do programa e pede uma indenização de cerca de R$ 510 milhões após perder uma das pernas durante sua participação no reality show.
O acidente aconteceu em maio de 2026, na República Dominicana, onde o reality show estava sendo produzido. Por volta de 07h30 da manhã do dia 11 daquele mês, o jovem de 22 anos e o também participante Emmanouil Malliaros entraram no mar para praticar pesca submarina com arpão.
Entre aproximadamente 8h e 9h30, uma embarcação turística transportando cerca de 20 pessoas começou a se aproximar deles. Malliaros percebeu o perigo e teria gritado para que o amigo saísse da trajetória do barco. Floros tentou se afastar e evitou o casco da embarcação, mas as hélices acabaram atingindo suas duas pernas.
A maior parte da perna esquerda foi decepada acima do joelho. A parte separada do corpo não foi recuperada no mar. A perna/tornozelo direito também sofreu lesões graves, e os advogados da vítima afirmam que Floros ficou permanentemente incapacitado.
De acordo com Floros, não foi a equipe de segurança do Survivor que realizou o atendimento que teria salvado sua vida. A embarcação turística teria retornado ao local e uma pessoa que estava no barco aplicou um torniquete improvisado na perna. A defesa de Floros afirma que esse torniquete foi essencial para impedir que ele morresse devido à enorme perda de sangue.

redes sociais / Reprodução: Instagram.
Floros foi transportado para o Ryder Trauma Center do Jackson Memorial Hospital, em Miami. Ele permaneceu internado durante 61 dias e passou por várias cirurgias. Além da perda da perna esquerda, a ação movida pelo participante do Survivor Grécia relata também danos graves à perna/tornozelo direito.
Na ação, Floros afirma que a pesca submarina não era simplesmente uma atividade particular que ele decidiu fazer por conta própria. De acordo com a denúncia, a produção teria estruturado parte da dinâmica de sobrevivência do programa de forma que os participantes precisassem entrar no mar para pescar e conseguir alimento.
Os advogados do participante detalham que a produção do programa supostamente não disponibilizou barcos exclusivos de segurança, profissionais observando os participantes na água, áreas interditadas para pesca e sinalização adequada para avisar outras embarcações. A ação sustenta ainda que os produtores sabiam ou deveriam saber do perigo representado pelo intenso tráfego de barcos.

A AcunMedya, empresa turca que produz a versão grega do reality show, contrapõe as acusações alegando que Floros estava praticando pesca submarina fora da parte competitiva do reality, durante uma pausa nas gravações. A produtora disse ainda que houve uma resposta imediata para prestar assistência e transportar Floros em segurança e informou que as autoridades portuárias locais estavam investigando as circunstâncias do acidente.
Após o ocorrido, a emissora que transmitia a competição, a Skai TV, anunciou a suspensão da exibição do Survivor Grécia enquanto as circunstâncias fossem investigadas. A emissora afirmou na ocasião que acompanharia a situação de Floros e que contribuiria de todas as formas possíveis para seu tratamento, hospitalização e reabilitação.
Floros entrou oficialmente com uma ação na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, no Circuit Court do Condado de Miami-Dade, na Flórida. O processo tem 61 páginas e inclui pedido de julgamento por júri. Ele pede mais de US$ 100 milhões em indenizações. Na conversão utilizada pela imprensa brasileira, isso corresponde a aproximadamente R$ 510 milhões.







