Protagonistas de “No Caminho” não usaram dublês em nenhuma cena do filme

Transgressor, dilacerante, cru e íntimo: diversos são os adjetivos capazes de definir “No Caminho”, drama gay mexicano que estreou no catálogo da HBO Max há duas semanas. Desde que chegou ao streaming, o filme vem conquistando uma legião de admiradores ao redor do mundo ao retratar o romance improvável entre um jovem gay e um caminhoneiro casado e pai de família.
Um dos aspectos que mais têm chamado a atenção do público é a quantidade de cenas explícitas presentes no longa. A abordagem é tão crua e realista que muitos espectadores chegaram a se perguntar se os protagonistas teriam recorrido a dublês nas sequências mais íntimas. A resposta, no entanto, é não: todas as cenas foram protagonizadas pelos próprios Víctor Prieto e Osvaldo Sánchez, intérpretes do casal central da história.
O diretor David Pablos explicou que, desde o início, conversou com os atores sobre as cenas em questão. Em entrevista ao Te Gusta Mucho El Cine, o diretor garantiu que nada foi surpresa e que tudo foi trabalhado passo a passo com a dupla de atores e com Patricia Ortiz, que atuou como coordenadora de intimidade e preparadora do elenco.
Segundo Pablos, tudo era discutido e acordado previamente e depois eles montavam uma espécie de “coreografia com os atores”, que ensaiavam as cenas mais íntimas de diversas formas antes dela ser gravada em seu corte final.
Pablos contou ainda que os ensaios incluíram exercícios físicos para criar confiança entre Víctor e Osvaldo. Ela descreveu um exercício em que Víctor (Veneno) ficou apenas de c***a e fez uma dança sensual para Osvaldo. O objetivo era justamente eliminar a vergonha entre os dois e construir intimidade antes das filmagens.
“No Caminho” acompanha a história de Veneno (Víctor Prieto), um jovem rebelde e sem destino fixo que vive entre postos, bares e paradas de caminhoneiros nas estradas do norte do México. Para sobreviver, ele vende pequenas quantidades de substâncias ilícitas e mantém encontros sexuais com caminhoneiros.
Precisando urgentemente de uma carona, Veneno conhece Muñeco (Osvaldo Sánchez), um caminhoneiro solitário, reservado e de personalidade dura. Ele consegue convencê-lo a levá-lo consigo, e os dois passam a percorrer juntos as longas rodovias do norte mexicano. O que inicialmente parece apenas uma relação de conveniência começa a mudar durante a viagem. A convivência aproxima Veneno e Muñeco, que desenvolvem uma inesperada relação íntima e amorosa.







