Léa Seydoux se abre sobre os traumas de filmar “Azul é a Cor Mais Quente”

Léa Seydoux

Os bastidores de “Azul é a Cor Mais Quente” foram marcados por polêmicas, incluindo acusações de assédio sexual contra o diretor Abdellatif Kechiche. Uma das protagonistas do longa, Léa Seydoux, já havia comentado no passado sobre o ambiente “insano” das filmagens e voltou a falar sobre o assunto durante sua passagem pelo Festival de Cannes, que está acontecendo nesta semana.

Lançado em 2013, o filme conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e diversos outros prêmios ao redor do mundo. Com o passar dos anos, tanto Léa Seydoux quanto Adèle Exarchopoulos relataram experiências difíceis e momentos considerados perturbadores durante os bastidores da produção.

Para as cenas de sexo, foram utilizadas próteses íntimas que, segundo relatos, causavam desconforto físico e emocional em Adèle durante as longas e exaustivas gravações, dificultando até mesmo interrupções nas cenas. Há relatos de que as atrizes passaram mais de 10 horas gravando uma única sequência de aproximadamente sete minutos.

Em 2022, Léa descreveu toda a experiência de filmagem como “insana” e chegou a chamar o diretor de “simplesmente maluco”. Agora, retornando a Cannes para divulgar seu novo projeto, a atriz voltou a falar sobre o trauma que carregou após o longa.

“Às vezes, há olhares que te deixam desconfortável. Essa foi a parte mais difícil durante as filmagens. Foi assédio psicológico. É extremamente difícil filmar com diretores manipuladores. E eu não podia abandonar o filme porque tinha assinado um contrato. Desde aquele filme, eu sempre peço o direito de revisar todas as cenas em que vou estar nua, para que eu possa decidir se aceito ou não meu corpo sendo exibido dessa maneira.”