“The Encore”, de Taylor Swift, é detonado pela crítica especializada: “Ela parece estar perdida”

Taylor Swift lançou, na madrugada desta sexta-feira (25), o “The Life of a Showgirl: The Encore“, versão estendida de seu 12º álbum de estúdio, lançado originalmente em outubro do ano passado.
Se a intenção de Swift era reverter a recepção negativa que marcou o álbum em 2025, a estratégia parece não ter surtido o efeito esperado. O projeto, que inclui quatro faixas inéditas, vem sendo duramente criticado pela crítica especializada e sendo avaliado com notas ainda menores que o disco original.
O consenso crítico afirma que a intérprete do “Folklore” está perdida artisticamente e precisa se distanciar dos holofotes para superar a crise criativa que tem afetado a qualidade de sua música nos últimos anos. Confira abaixo alguns comentários feitos pelos avaliadores.
“Ela não tem mais incentivo para correr riscos criativos. Nenhum produtor ou executivo de gravadora ousaria oferecer uma opinião crítica. É uma pena enorme. A maior voz do pop moderno corre o risco de desperdiçar seu próprio legado por medo de tirar uma folga.” — The Telegraph (40/100)
“A maior verdade que esse conjunto de música reafirma é a de que, quanto mais Swift lança material, mais fraca se torna sua produção. Não é preciso ser detetive para concluir que o melhor para a sua criatividade seria deixar a cortina baixar por um tempo.” — The Guardian (40/100)
“Essas quatro músicas soam como quatro músicas de Taylor Swift. Mas, a essa altura, uma música de Taylor Swift pode significar qualquer coisa: não há uma identidade própria e distinta, e apenas o nome da cantora funciona como elemento de ligação entre elas. Ela se tornou uma caricatura previsível, beirando o sem graça, ficando cada vez mais para trás em relação a um cenário pop que se torna mais segmentado à medida que avança rapidamente sem ela. Adicionar mais quatro músicas só torna essa desconexão ainda mais difícil de ignorar, e o bis acaba soando muito parecido com o show ao qual acabamos de assistir.” — Consequence (50/100)
“Fica a sensação de que seria interessante vê-la direcionar seu talento para observar e retratar algo além de antigos namorados — principalmente quando insistir nesse tema está resultando em músicas tão pouco inspiradas. Afinal, onde Taylor Swift se encontra artisticamente neste momento? Porque, pelo que se ouve, ela parece estar perdida, tentando encontrar um rumo.” — The Independent (UK) (40/100)
Trata-se, de longe, da pior média já alcançada por Swift na plataforma e marca a primeira vez que um álbum da cantora recebe uma nota amarela, em vez da tradicional classificação verde conquistada por seus trabalhos anteriores.







