Juliano Cazarré afirma em debate que existem mais mulheres que matam homens que o contrário

Juliano Cazarré tomou as manchetes das últimas semanas de maneira bem negativa após anunciar seu novo curso para homens, “O Farol e a Forja“. Na última terça-feira, 13, o ator participou de um debate sobre “o papel do homem nos dias atuais” no GloboNews ao lado da psicanalista Vera Iaconelli e o consultor sobre equidade e gênero e raça Ismael dos Anjos.
Durante o debate, Juliano buscou rebater algumas críticas que recebe e afirmou que “muitos homens tem sido colocado no centro de discursos negativos apenas por serem homens“. A psicanalista Vera contra-argumentou ao dizer que “homens precisam ouvir mais as mulheres quando o assunto é violência de gênero e masculinidade“.
“Quando as mulheres falam ‘olha, parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de serem homens’. Sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade […] Homens estão ficando muito ofendidos de ouvir mulheres. Eles pensam que tudo é uma acusação”, afirmou Vera.
Seguindo a linha de raciocínio e sem qualquer fonte, o ator afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres“. Segundo o ator, há 2.500 homens que foram mortos por mulheres em um período que 1.500 mulheres foram mortas por homens.
O consultor Ismael corrigiu Juliano ao dizer que 1.500 é um número correspondente a mortes relacionadas à feminicídio, quando uma mulher é morta apenas por ser mulher, e não que esse tenha sido o número total de mulheres mortas no ano. Por se tratar de um crime específico, a comparação se torna inválida e não representa o total de homicídios femininos no país.
Assista ao trecho:
O programa completo está disponível no Globoplay.





